quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

TicTac...

E mais um ano termina, e outro que chega, mas qual a finalidade de toda essa festa???
Chegamos ao término de um ciclo de 365 dias, uma volta completa da Terra em volta do Sol, 365 a Terra completou uma volta em seu eixo, assim, passaram-se os dias…
Tivemos tantos dias em tantos anos, muitas coisas aconteceram, muitos sonhos nasceram, algums se realizaram, outros esquecemos…
Fazemos novos pedidos, novos anseios, medos e planos… lágrimas caem quando estouram os fogos no céu, seja este do litoral, do interior ou do centro da metrópole… todos se abraçam e demonstram grande amor dentro de seus corações… mas e o resto dos dias? Qual o motivo de não se festejar a conquista da vitória cotidiana?
Por que não temos anseios que se perpetuem para toda a vida e que fossem criados a partir do mero amanhecer, quando abrimos os olhos?
É estranho e difícil de se entender porque precisamos repensar em tudo o que aconteceu no ano que está para terminar e nas coisas novas que esperamos que se realizem no próximo ciclo anual, justamente nos minutos que antecedem à meia noite do dia trinte e um de dezembro.
Alguns preferem passar a ‘virada’ junto aos amigos, outros em baladas ou bares, muitos com a família, e outros passam sozinhos…
Sozinhos… Sozinhos… Sozinhos…
Todos passam sozinhos… ninguém passa acompanhado… todos passam sozinhos…
Sozinhos? Sim… Sozinhos!
Basta refletirmos quanto ao dia em que nascemos e morremos, estavamos e estarememos sozinhos, pois o momento é nosso.
A multidão de uma cidade, numa balada, num estádio, numa avenida como na Paulista em São Paulo, todos ali presentes estão e continuarão sozinhos… cada um na sua individualidade, no seu interno, nos seus conflitos personalíssimos…
Sempre estaremos sozinhos, pois as pessoas chegam em nossas vidas e assim também partem de uma hora para outra, deixamos pessoas e conhecemos pessoas, viajamos e conquistamos novas terras, guardamos lembranças e emoções, mas sempre estaremos sozinhos.
Não há o que se fazer para não ficar sozinho, por mais que nos conhecemos a sí mesmo, é do jeito que somos e continuaremos a viver.
Em tempo de esperança quanto a renovação podemos abrir para refletir quanto a vida, e para entendermos a vida nada melhor doque percebermos o significado da morte.
A morte é temida por muitos, há o desconhecimento do que nos espera após este fato, será que há vida depois a morte acontece???
Não sabemos ao fato, religiões pregam que sim, outras que não, mas como ter certeza?
Certeza temos em saber que quando for o nosso tempo de partir o mundo continuará exatamente igual no dia seguinte, pode ser que algumas pessoas sintam a nossa falta, uma ou outra, as mais próximas e que conviviam com a gente, mas as ruas, árvores, prédios, parques, cidades, países, mares, céu e tudo o que está presente em nosso planeta Terra continuará exatamente igual.
Deixaremos a nossa inércia vital em coisas que demos início, bem como frutos que tenhamos plantado, porém muitos desses frutos de depreciarão com o tempo e assim sumirão.
Podemos deixar nossas memórias e ensinamentos, mas certas idéias se fogem com o tempo, porém algumas ficarão para muitas outras gerações.
Pessoas morrem, e outras nascem…
O brilho do olhar da família que olha seu mais novo membro humano que está ali presente, de forma tão esperada e contagiante… brilhando como o raio de sol que surge nas manhãs, aquecendo os corações daqueles que aguardavam a sua chegada.
A alegria por alguém que nasce está vinculada em sua expectativa de crescimento e carinho durante a gestação, mas e as lágrimas que caem quando chega a morte, seria por saudades, por medo de ficar sozinho, de amor, de recordação pelos ensinamentos, por tudo isso ou por qual motivo???
Mas e a morte? Ninguém a aguarda, ou a espera, apenas a teme.
Tememos a morte com medo de partir ou de ficar, e ficar sozinhos?
Temos medo da morte ou de sentirmos saudades?
Todos sabemos que um dia partiremos, e que um dia, antes de partirmos, sentiremos falta das pessoas que por nossas vidas passaram e não estão mais conosco.
Podem não estar mais entre a gente pela morte ou pela força do destino, destino este que causamos em nossas escolhas…
Mas porque tomar decisões fundamentadas em escolhas são tão difíceis?
Há o risco de perder o que não conhecemos, onde nos abdicamos de futuros mistérios que não chegaremos a conhecer… desta forma, permanecendo a dúvida do “E SE… e se eu tivesse feito de outra forma, ou de outro jeito, ou ter feito aquilo…”.
A dúvida permanecerá em nossas mentes, talvéz teríamos sido mais felizes, ou não teríamos conseguido, ou… ou… ou… não sabemos e jamais teremos esse conhecimento.
Devemos fazer das nossas escolhas o melhor daquilo que poderíamos ter, desta forma teremos escolhido o melhor.. pois fizemos o melhor do que escolhemos.

É necessário continuar sozinho, adminsitrando o conflito dos nossos seres internos, o do Coração e o da Razão, conciliando a emoção com o lógico.

Em se tratando de estar sozinho, podemos estar sozinho onde for, com pessoas ao nosso lado ou não, mas os nossos pais sempre estarão com a gente, seja em memória do coração ou nos nossos braços. Isso é o amor que jamais nos abandona.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Da boca pra fora ou da mente pra dentro?

Aprendemos desde pequenos a mentir e que tal ato é errado, ou poderíamos considerar como omissão?
As mentiras estão presentes em nossos dias, nas conversas entre amigos ou no trabalho, em situações inéditas ou as corriqueiras de sempre.
Mas qual seria o fundamento para contarmos mentiras???
Até poderiamos considerar que seria a possibilidade de viver o não tido, ou até mesmo a possibilidade de sonhar acordado, mas acredito que algumas vezes serve para impressionar ou chamar a atenção de outrem, porém há também a possibilidade da mentira para não magoarmos pessoas do nosso circulo de convivência.
Podemos dizer as mentiras da boca pra fora, mas temos o consentimento de que elas estão apenas da mente pra dentro, pois os fatos realmente não aconteceram e há apenas a expectativa da idéia, desta forma, acreditamos no que dizemos, porém sabemos que isso apenas é mera ilusão, um grande desejo de futura realidade.
Por que ao invés de mentirmos não buscamos concretizar o esperado?
Talvez pela facilidade em mentir ao invés de buscar e realizar, ou seria pelo prazer em inventar… poderiamos considerar que a mentira poderia ser considerada como parte da pessoa pois vem do seu impeto e alcança a esfera social, muitas vezes repercutindo seus efeitos em diversas formas.
Mentiras acarretam mais mentiras ou apenas alimentam a alma sem história e perspectiva?
Talvez a grande mentira esteja junto às pessoas que somentem tem a possibilidade em sonhar, ou talvez estejam presas ao medo de arriscar… mas arriscar não é o maior desafio, o maior desafio é ser verdadeiro com a gente mesmo.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Correm as janelas do trêm?

Não sou um sujeito que busco definições, apenas analiso os conceitos e tento tirar a melhor aprendizagem…
Em muitas coisas que fiz e faço, foi com o coração… A razão esteve e está presente nas coisas que podemos pensar com mais calma.
Quando crescemos e podemos analisar o mundo, as coisas em nossa volta, as perspectivas e valores mundiais, assim entendemos como algumas coisas funcionam, bem como devemos agir.
Esses rótulos estão presentes em nossas vidas, habitualmente vemos coisas que apenas aparentam ser e de fato estão longe do apresentado.
Idealizamos planos e metas que nem se quer são necessários, porém são estes que nos impulsionam para uma conquista maior; mas que conquista seria essa se não fosse apenas o da auto comprovação?
Há as imagens de ideologias que são passadas em filmes e séries de tv, onde há toda uma referência por trás, que é a mente do autor e diretor, mas nem sempre tudo o que é passado são coisas que realmente acontecem, e neste mundo de fantasias é fácil se vender aos pensamentos de vaidades e desejos.
Buscamos crescer e evoluir, alguns apenas pensam como seria se tudo desse certo, já outros batalham para a conquista.
Fácil é apontar os erros e dizer que a culpa das suas falhas é de terceiro, mas seriam estas falhas tão importantes ao ponto de nos prejudicar para sempre?
Chegamos aos mesmos dizeres das festividade de final de ano, sempre buscando fazer as mesmas listas de metas e coisas que deixamos de cumprir… O fundamento para elaborar uma lista de metas estaria atrelado à vontade em viver e ao menos tentar buscar atender aos próprios anseios?
Para trabalhar com metas é necessária dedicação, e desta forma uma postura firme quanto aos parâmetros esperados, bem como aos resultados, sejam estes de forma parcial ou total.