E mais um ano termina, e outro que chega, mas qual a finalidade de toda essa festa???
Chegamos ao término de um ciclo de 365 dias, uma volta completa da Terra em volta do Sol, 365 a Terra completou uma volta em seu eixo, assim, passaram-se os dias…
Tivemos tantos dias em tantos anos, muitas coisas aconteceram, muitos sonhos nasceram, algums se realizaram, outros esquecemos…
Fazemos novos pedidos, novos anseios, medos e planos… lágrimas caem quando estouram os fogos no céu, seja este do litoral, do interior ou do centro da metrópole… todos se abraçam e demonstram grande amor dentro de seus corações… mas e o resto dos dias? Qual o motivo de não se festejar a conquista da vitória cotidiana?
Por que não temos anseios que se perpetuem para toda a vida e que fossem criados a partir do mero amanhecer, quando abrimos os olhos?
É estranho e difícil de se entender porque precisamos repensar em tudo o que aconteceu no ano que está para terminar e nas coisas novas que esperamos que se realizem no próximo ciclo anual, justamente nos minutos que antecedem à meia noite do dia trinte e um de dezembro.
Alguns preferem passar a ‘virada’ junto aos amigos, outros em baladas ou bares, muitos com a família, e outros passam sozinhos…
Sozinhos… Sozinhos… Sozinhos…
Todos passam sozinhos… ninguém passa acompanhado… todos passam sozinhos…
Sozinhos? Sim… Sozinhos!
Basta refletirmos quanto ao dia em que nascemos e morremos, estavamos e estarememos sozinhos, pois o momento é nosso.
A multidão de uma cidade, numa balada, num estádio, numa avenida como na Paulista em São Paulo, todos ali presentes estão e continuarão sozinhos… cada um na sua individualidade, no seu interno, nos seus conflitos personalíssimos…
Sempre estaremos sozinhos, pois as pessoas chegam em nossas vidas e assim também partem de uma hora para outra, deixamos pessoas e conhecemos pessoas, viajamos e conquistamos novas terras, guardamos lembranças e emoções, mas sempre estaremos sozinhos.
Não há o que se fazer para não ficar sozinho, por mais que nos conhecemos a sí mesmo, é do jeito que somos e continuaremos a viver.
Em tempo de esperança quanto a renovação podemos abrir para refletir quanto a vida, e para entendermos a vida nada melhor doque percebermos o significado da morte.
A morte é temida por muitos, há o desconhecimento do que nos espera após este fato, será que há vida depois a morte acontece???
Não sabemos ao fato, religiões pregam que sim, outras que não, mas como ter certeza?
Certeza temos em saber que quando for o nosso tempo de partir o mundo continuará exatamente igual no dia seguinte, pode ser que algumas pessoas sintam a nossa falta, uma ou outra, as mais próximas e que conviviam com a gente, mas as ruas, árvores, prédios, parques, cidades, países, mares, céu e tudo o que está presente em nosso planeta Terra continuará exatamente igual.
Deixaremos a nossa inércia vital em coisas que demos início, bem como frutos que tenhamos plantado, porém muitos desses frutos de depreciarão com o tempo e assim sumirão.
Podemos deixar nossas memórias e ensinamentos, mas certas idéias se fogem com o tempo, porém algumas ficarão para muitas outras gerações.
Pessoas morrem, e outras nascem…
O brilho do olhar da família que olha seu mais novo membro humano que está ali presente, de forma tão esperada e contagiante… brilhando como o raio de sol que surge nas manhãs, aquecendo os corações daqueles que aguardavam a sua chegada.
A alegria por alguém que nasce está vinculada em sua expectativa de crescimento e carinho durante a gestação, mas e as lágrimas que caem quando chega a morte, seria por saudades, por medo de ficar sozinho, de amor, de recordação pelos ensinamentos, por tudo isso ou por qual motivo???
Mas e a morte? Ninguém a aguarda, ou a espera, apenas a teme.
Tememos a morte com medo de partir ou de ficar, e ficar sozinhos?
Temos medo da morte ou de sentirmos saudades?
Todos sabemos que um dia partiremos, e que um dia, antes de partirmos, sentiremos falta das pessoas que por nossas vidas passaram e não estão mais conosco.
Podem não estar mais entre a gente pela morte ou pela força do destino, destino este que causamos em nossas escolhas…
Mas porque tomar decisões fundamentadas em escolhas são tão difíceis?
Há o risco de perder o que não conhecemos, onde nos abdicamos de futuros mistérios que não chegaremos a conhecer… desta forma, permanecendo a dúvida do “E SE… e se eu tivesse feito de outra forma, ou de outro jeito, ou ter feito aquilo…”.
A dúvida permanecerá em nossas mentes, talvéz teríamos sido mais felizes, ou não teríamos conseguido, ou… ou… ou… não sabemos e jamais teremos esse conhecimento.
Devemos fazer das nossas escolhas o melhor daquilo que poderíamos ter, desta forma teremos escolhido o melhor.. pois fizemos o melhor do que escolhemos.
É necessário continuar sozinho, adminsitrando o conflito dos nossos seres internos, o do Coração e o da Razão, conciliando a emoção com o lógico.
Em se tratando de estar sozinho, podemos estar sozinho onde for, com pessoas ao nosso lado ou não, mas os nossos pais sempre estarão com a gente, seja em memória do coração ou nos nossos braços. Isso é o amor que jamais nos abandona.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário